Toninho José, incentivador do esporte amador catarinense, morre aos 70 anos

A personalidade forte de Antônio José da Silva, o Toninho, foi marcante na vida daqueles que tiveram a oportunidade de o conhecer e conviver com ele ao longo de seus 70 anos de vida.

Toninho no campo de futebol fazendo a cobertura da partida para a rádio – Arquivo Pessoal/ND

Assistente social aposentado do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), dedicou boa parte de sua carreira à atender os colegas que precisassem de apoio. Toninho também foi um embaixador do esporte amador em Santa Catarina, que era uma de suas paixões, assim como o Avaí, o Carnaval, o rádio e a família. Antônio morreu na manhã do último sábado (7) e deixou a esposa e os três filhos.

Além do trabalho no banco, Toninho teve um programa durante 30 anos na rádio Guarujá, onde também foi plantonista. Tanto no programa ‘Amadorismo em foco’, quanto na coluna de mesmo nome que assinava do jornal O Estado, ele apresentava notícias e comentava sobre os jogos abertos, o basquete, o futebol amador e o ciclismo em Santa Catarina.

“Ele era um ícone do esporte amador. Todo mundo conhecia ele nos times de futebol amador da Grande Florianópolis. Ele também foi um grande incentivador do ciclismo. Quando o Milton Della Giustina participou do Tour de France, mandava cartões postais de lá para o meu pai”, contou o filho de Antonio, Frederico Tadeu da Silva.

Antônio era natural de Florianópolis e torcia pelo Avaí – Frederico Tadeu/Divulgação/ND

Antônio também amava o Carnaval, desde as sociedades do samba, até as grandes escolas e o carnaval de rua de Florianópolis. “A escola do coração dele era Os Protegidos da Princesa. Alguns anos atrás, ele e minha mãe ainda desfilavam com a velha guarda da escola”, disse Frederico.

Natural da Capital, ele recebeu a Medalha Manezinho da Ilha de Aldírio Simões em 1988 e outros troféus ao longo de sua história com o esporte da cidade. Toninho também era senador do Senadinho, tradicional café na esquina das ruas Felipe Schmidt e Trajano, no Centro de Florianópolis.

Uma úlcera gástrica, que já causava transtornos há 40 anos foi a causa da morte de Toninho. Frederico lembra que “ele odiava ir em dentista, em médico, em tudo. Há pouco tempo a situação piorou, meu irmão marcou médico mas ele não foi. Sempre foi um cara durão. Se precisasse de ajuda, ele não pedia de jeito nenhum, mas se alguém estivesse precisando, era o primeiro a se oferecer”.

Antônio foi sepultado no fim da tarde de sábado no cemitério do Imperial Hospital de Caridade. Antes da final do Campeonato Catarinense entre Chapecoense e Figueirense, no domingo (8), o presidente da FCF (Federação Catarinense de Futebol), Rubinho Angelotti, autorizou um minuto de silêncio em homenagem a Toninho.

(Fonte: ND, 09/04/2018)

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