Trabalhadores preparam Riocentro para receber a Rio+20

No Pavilhão 3, onde está localizado o Centro de Mídia, marceneiros e eletricistas terminam os detalhes das instalações da sala oficial de entrevistas, que deverá ser ocupada por mais de 120 chefes de Estado e governo.

MÍDIA | Mônica Villela Grayley, enviada especial da Rádio ONU ao Rio de Janeiro

Por todos os cantos, operários trabalham contra o relógio. É a hora de fazer o últimos retoques no Riocentro para receber a Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O evento, que se inicia em uma semana, está sendo antecedido pela reunião preparatória a partir desta quarta-feira. Centenas de delegados dos países participantes devem fechar os termos da declaração final, que será endossada por mais de 120 chefes de Estado e governo. E nesta hora, não são só os diplomatas que sentem a pressão do relógio. Trabalhadores de apoio também lidam com uma agenda apertada. E quase por todos os cantos, o som é de constante produção.

Na terça-feira, 11/6, a equipe da Rádio ONU visitou o Pavilhão 3, onde ficarão concentrados os jornalistas brasileiros e estrangeiros.

Leonardo, um dos eletricistas no Riocentro contou os detalhes da checagem final.

“Agora a gente está ligando os projetores, finalizando as cabines de tradução com as cadeiras para os intérpretes, fechando os buracos do ar condicionado para fazer tudo certo”.

A preparação da Rio + 20 é, talvez, uma das maiores estruturas já montadas pela ONU com a participação do país anfitrião.

Estão sendo esperadas 50 mil pessoas no Riocentro. Além do plenário, onde acontecem os discursos, foram planejadas dezenas de salas de reunião para os encontros bilaterais dos chefes de Estado e governo.

O marceneiro Júlio César contou, na entrevista à Rádio ONU, que o trabalho é intenso.

“Nós estamos aqui desde ontem. Não fomos para casa. Eu, ele, aquele outro. Os três colegas. Agora que paramos para tomar um fôlego e continuar…”

Deixando o Pavilhão 3, a equipe da Rádio ONU foi até à Praça de Alimentação, onde vários membros de organizações não-governamentais se reuniram na manhã da terça-feira para dar os toques finais na participação deles no evento.

Ao contrário de 20 anos atrás, na ECO 92, a sociedade civil está contando agora com o apoio de canais de mídia social para fazer com que sua voz seja ouvida por ainda mais pessoas de todas as faixas etárias.

E a Rio + 20 também está despertando as expectativas dos jovens. Felipe Fernandes e Fernanda Paes, que estão trabalhando no credenciamento dos participantes disseram que o tema da sustentabilidade precisa estar mais presente para todos. Na entrevista, Fernanda falou ainda sobre o contato com pessoas de vários países.

Até o dia 22, o Riocentro se converterá num grande espaço de debates sobre a construção de um mundo mais sustentável. Uma oportunidade de cada um contribuir com aquilo que acredita ser o melhor para o futuro do planeta.

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