Tradições não têm fronteiras

O primeiro cantor e compositor de música gauchesca que se projetou nacionalmente foi Pedro Raymundo que “nasceu catarinense e morreu como um dos gaúchos mais autênticos, no Rio de Janeiro” em 1973.

Em 1935, na Rádio Gaúcha, o poeta Lauro Pereira Rodrigues apresenta o programa Campereadas. É neste espaço que começa a se destacar o cantor e compositor Pedro Raymundo, mais tarde conhecido pelo epíteto “o gaúcho alegre do rádio”, conforme registro do pesquisador José Weiss.

Esse é apenas um exemplo do muito que se pode dizer quando o assunto é tradição, cultura e costumes. O fato mesmo de se identificar o gaúcho com o Rio Grande do Sul leva, às vezes, a pensar-se ser esta designação uma particularidade exclusiva dos habitantes desse estado. Mas, ser gaúcho é ter um determinado perfil sociológico que não se limita a uma região politicamente identificada.

São gaúchos os uruguaios, boa parte dos argentinos, paraguaios, mato-grossenses, paranaenses e catarinenses, para ficar apenas nesta parte da América do Sul. Sob este ângulo e com referência à música chamada nativista acontece a mesma coisa.

Temos um tipo de música que é comum aos vários estados e países citados, como a que nos foi enviada pela leitora Vera Lúcia de São Paulo e que reproduziremos a seguir.

Eu sou do Sul, de Ivonir Machado, na interpretação do Conjunto Os Serranos.

2 respostas
  1. Vera Lúcia Correia da Silva says:

    Caro Antunes,
    adorei ver o áudio reproduzido na matéria, que aliás trouxe informações que eu não conhecia. Vivendo e aprendendo.
    Abraços,
    Vera Lúcia

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