Turismo espacial deixou de ser ficção

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, qual é a sua avaliação do turismo espacial?

ETHEVALDO: Aquilo que parecia ficção até há poucos anos, Milton, se tornou realidade. Já existem pelo menos 8 empresas organizadas nos Estados Unidos e uma na Europa preparadas para levar turistas ao espaço, tanto em voos orbitais como sub-orbitais.

MILTON – Qual é a diferença entre esses dois tipos de voos?

ETHEVALDO: O voo orbital dá pelo menos uma volta em torno da Terra em altura de até 400km. Já o voo suborbital tem curta duração e apenas sai da atmosfera acima de 100 km e retorna à Terra.

Os primeiros voos daqui a um ano serão suborbitais e oferecerão apenas a possibilidade de uma visão da Terra lá de cima e a experiência da sensação de gravidade zero – ou melhor, de microgravidade – por 7 a 8 minutos.

No entanto, mesmo com o preço de US$ 20 milhões, já existe uma fila de mais 400 candidatos confirmados, que pagam uma entrada de 30% do preço da viagem, dispostos a pagar essa fortuna para serem os primeiros seres humanos comuns a viajar ao espaço.

MILTON – E que são esses turistas espaciais?

ETHEVALDO: São milionários ambiciosos, acima de tudo. Imagine, Milton, que o maior número de candidatos são chineses. De cada 8 candidatos inscritos no mundo, 1 é chinês.

MILTON – Qual é o futuro do turismo espacial na sua opinião?

ETHEVALDO: Não tenho dúvida de que será brilhante, Milton. Os preços tendem a baixar e daqui a 10 anos, haverá viagens orbitais de três a cinco dias por menos de 500 mil dólares. E viagens à Lua por 5 milhões de dólares.

E tudo isso acontece em decorrência da privatização progressiva das atividades espaciais nos EUA e na Europa. Mais de 20 mil profissionais deixaram a NASA nos últimos 5 anos e criaram empresas voltadas para a indústria espacial.

MILTON – Até amanhã.

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