TV aberta busca espaço em novas telas

Com a proliferação das novas tecnologias, as emissoras de televisão se preparam para as mudanças na forma como seus programas serão vistos. Televisões portáteis e em celulares já são realidade e podem ser encontradas nas ruas da cidade. Assim, os canais precisam se “reinventar” para serem assistidos.

A programação matutina da TV Globo, por exemplo, poderá ser vista, a partir do segundo semestre, em algumas linhas de ônibus de São Paulo. Dessa forma, a audiência não estará mais restrita às residências e ganha mobilidade. As verbas publicitárias, que eram disponibilizadas somente para a TV, também estão diversificando suas áreas de atuação, buscando novas mídias.

No Brasil, a TV aberta fica com 60% do total de R$ 20 bilhões, que é investido anualmente em propaganda. Para Walter Ceneviva, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, o modelo seguido pelos canais não deve ser alterado. “Não acredito que vamos viver uma mudança radical do nosso modelo de negócios. Afinal, 100% das residências no Brasil têm aparelho de televisão, o que é expressivo. Com a portabilidade e a interatividade teremos, na verdade, novos formatos de negociação”, diz ao Estado de S.Paulo”.

“A televisão ganha muito com a multiplicação de telas, abrindo uma janela de oportunidades, mesmo que não seja para a transmissão da programação da TV aberta, mas aproveitado os conteúdos que temos. Na Band, queremos potencializar todos os meios possíveis”, reitera Ceneviva.

A TV Minuto da Band está no ar nas estações e trens do Metrô, em 5,2 mil monitores. Ela apresenta uma programação específica e é assistida por mais de três milhões de passageiros. Segundo Ceneviva, ainda é difícil definir esse tipo de usuário. “Consideramos que ainda é um desafio encontrar a fórmula como o público quer ver TV fora de casa”.

A TV Globo vai colocar nos ônibus de São Paulo, durante os horários de pico, programas jornalísticos e de entretenimento que estiverem no ar, durante o período. Octávio Florisbal, diretor-geral da emissora, afirmou que o áudio ainda está em discussão. “O som é um dos problemas e estamos estudando o uso de fones de ouvidos para solucioná-lo”.

A busca de novas mídias para a disseminação do conteúdo das emissoras está ganhando importância. Segundo Florisbal, houve um estreitamento com os canais online. “A internet será uma plataforma grande e temos de estar com nossos conteúdos nela”.

No Brasil existem 12 milhões de domicílios com banda larga, que podem utilizar essa tecnologia para ver vídeos e programas online.

José Marcelo Amaral, diretor de tecnologia da Record, pretende colocar no ar um portal que ofereça várias informações sobre o canal. “Para manter a sua força, a televisão aberta precisa estar presente nas demais mídias digitais. Também já estamos transmitindo em várias cidades o sinal aberto para os aparelhos celulares, simultaneamente ao sinal para os receptores fixos”.

As emissoras de TV também estão apostando no celular para obter mais audiência, através de pacotes específicos para o público que pode acompanhar os programas pelo aparelho. A Globo já pensa em colocar seu material jornalístico nesse tipo de mídia.

Com informações de Marili Ribeiro, de “O Estado de S. Paulo”

Redação Adnews

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