TV Catarina apresenta Maurício Sirotsky Sobrinho – 7

Com o decorrer dos pronunciamentos é possível identificar-se que se reúne pela primeira vez o tripé da comunicação mercadológica: anunciante, agência de publicidade e veículo de comunicação.

Após a intervenção de Roberto Costa volta Emílio Cerri recuperando sua intervenção anterior e a de Antônio Koerich.

Emílio: A agência de propaganda pode fazer mais pelo anunciante do que o veículo, proporcionando-lhe condições econômicas mais favoráveis. Este é o meu pensamento e o de Antônio Koerich. Se conseguirmos fazer isso, não haverá mais veiculação direta.

Roberto Costa

Roberto Costa

Roberto: Para complementar o que disse, acho que, hoje, com a multiplicidade de veículos, com as novas opções, com uma maneira mais profissionalizada de atuar, as agências que têm uma determinada estrutura terão realmente condições de desempenhar seu papel como deveriam ter desempenhado. E só não o fizeram anteriormente por condições adversas de mercado do veículo (de comunicação), da agência (de propaganda) e do anunciante. O que existe, hoje, em termos de agências de propaganda, considero perfeitamente compatível com as características de nosso mercado. Não pretendemos acabar com a propaganda direta, o que nem São Paulo, nem os Estados Unidos conseguiram. Os anunciantes precisarão dessas agência para acompanhar toda a nova carga de informação e de desenvolvimento da área de comunicação em Santa Catarina. A partir dessas transformações, e em condições econômicas mais favoráveis, desenvolver um trabalho que o anunciante deseja e precisa em todos os serviços, assessorando-o convenientemente. E isso vai mudar, igualmente, a forma de o anunciante encarar as coisas, bem como a estruturação das agências para atender ao processo.

 

Antônio Koerich

Antônio Koerich

Koerich: Na realidade, essa verdadeira avalanche de novos veículos a atingir nosso público nos traz uma grande preocupação quanto à distribuição de nossas verbas e, acima de tudo, quanto ao custo de produção e à qualidade. Como já foi dito, inicialmente tínhamos dois canais de televisão que atingiam duas regiões distintas. Hoje nos temos, inclusive, três emissoras em FM, partimos para uma quarta e já se anuncia uma quinta, sem contar com uma de Joinville, que está para se instalar. Essas emissoras atingem um público mais elitizado, de classe A ou B. E essa diversificação nos traz uma preocupação muito grande.

Nelson: Acho que o enfoque de Koerich é legítimo. Realmente a multiplicação de veículos gera preocupações. Mas, acima de tudo, cria uma necessidade de profissionalização do anunciante e, em conseqüência, da agência de propaganda.

Nelson Sirotsky

Nelson Sirotsky

Em adendo à colocação do Emílio, a nós da Rede Brasil Sul, não cabe aqui analisar o passado. Temos que partir de um momento de mercado. Então, em absoluto, iremos criticar o que o concorrente fez, irá fazer ou está fazendo. A única coisa que eu posso transferir, em termos de Rede Brasil Sul, é uma proposta de trabalho nossa, que foi implantada com sucesso no Rio Grande do Sul, e que pretendemos adotar no mercado de Santa Catarina. E essa posição é de respeito às agências de propaganda, mas também de contato com os clientes, quer dizer, pegarmos juntos comerciantes, agências e veículos que formam o trinômio da propaganda. A nossa posição, portanto, é de união, no sentido de melhora do mercado, para que coisas que eventualmente estão acontecendo não ocorram mais.

Na próxima semana entram em cena questões relativas à produção de comerciais, contas de governo e de varejo.

1 responder
  1. J.Pimentel says:

    Pelo conteúdo do debate podemos constatar um problema paralelo que ocorre em todo Brasil. No desespero para conseguir dinheiro e pagar suas contas no final do mês, comunicadores que arrendam horário e rádios desestruturadas cobram valores ridículos de seus clientes. Não são anúncios. Geralmente funcionam como esmolas. Quando uma rádio estruturada e séria exige a justa remuneração por seu espaço publicitário o anunciante se recusa, alegando que lhe ofereceram anúncios muito mais em conta em outras emissoras. Por outro lado, muitas rádios alegam que recorrem aos clientes diretos porque as agências lhes ignoram, preocupadas em distribuir suas verbas para TV e Jornais.

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