UM DUELO INESQUECÍVEL DEFRONTE À CATEDRAL

Entre o final dos anos 1950 e início dos 60, uma troca de acusações via rádio acaba em um duelo no centro da cidade de Florianópolis.
Por Ricardo Medeiros

O assunto foi abordado pelo livro Caros Ouvintes e agora também está registrado na páginas da obra de Magaly Prado : “Produção de Rádio – Um Manual Prático”, editado pela Campus/Elsevier.
A história começa quando Manoel de Menezes, proprietário da Rádio Jornal A Verdade,  vai entrevistar o delegado Trogílio Mello a respeito da ordem dada pelo governador Heriberto Hulse sobre a coibição da jogatina na cidade. O jornalista se dirige até à delegacia para saber de Trogílio Mello se realmente ele vai colocar na cadeia todos os contraventores. Com transmissao ao vivo pela rádio, o delegado responde afirmativamente. De sua parte, Manoel de Menezes emenda perguntando se Trogílio Mello irá também prender o próprio filho que-conforme o jornalista- patrocina o jogo do bicho em Florianópolis. Furioso o delegado arranca o fio do telefone, terminando ali mesmo a entrevista.
No período da noite, Trogílio Mello utiliza os microfones da Rádio Anita Garibaldi para acusar Manoel de Menezes de ganhar propina dos chefes do jogo de bicho. Quando sabe disso, o jornalista liga para a Jornal A Verdade pedindo para que o coloquem no ar, momento em que Manoel de Menezes lança alguns impropérios contra o delegado e seu filho Acácio Mello.
No dia seguinte, Acácio Mello telefona para a casa de Manoel de Menezes para marcar um duelo entre os dois, às 8 horas da manhã, defronte à Catedral Metropolitana, coração da cidade. Quem leva a melhor no confronto é o dono da Rádio Jornal a Verdade , que  consegue alvejar uma das pernas de Acácio de Mello. Por sua vez, Manoel de Menezes é jurado de morte pelo delegado Trogílio Mello, ameaça que não se concretiza.

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