Um gênio

Na década de 1960 a televisão dava seus primeiros passos no Paraná. Os programas eram ao vivo e em preto e branco. Cantores, hoje famosos, como Jair Rodrigues, Roberto Carlos (que cantava bossa-nova) entre outros, se apresentavam no programa de Júlio Rosenberg na TV Paraná. Humoristas já consagrados como Jô Soares e Chico Anysio, mantinham programas semanais na TV Paranaense. Nessa ocasião, como apresentador de programas na TV Paranaense, tive a oportunidade de conhecer mais de perto Chico Anysio. O humorista gostava de uma “pelada” de futebol e passou a participar do nosso grupo de colegas da TV que batiam uma bola no Santa Monica Clube de Campo. Chico era divertido o tempo todo. Ria das “furadas” na bola, das besteiras dos amigos, ria da vida que vivia sempre com alegria e fazendo os outros viverem como ele. O maior humorista de todos os tempos no Brasil, que fez a alegria de milhares de brasileiros com seus programas de televisão, deixa-nos tristes e silenciosos com uma grande saudade no coração. Resta-nos o consolo de que partiu, mas deixou a marca de sua genialidade nos personagens inesquecíveis que criou, nas historias divertidas que contou. Os gênios deveriam ser imortais – não sei quem disso isso e se disse. Se ninguém disse fica dito.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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