Um registro da imprensa catarinense na década de 1970

O Parlamento convocara uma sessão solene para fazer a entrega do Prêmio Jerônimo Coelho, concurso destinado a incentivar os jornalistas a fazerem trabalho de pesquisa sobre o desempenho dos legisladores e do legislativo.

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Tarefa ingrata e difícil especialmente pela condição de submissão a que se encontrava o Poder Legislativo, em relação aos plenos poderes transferidos ao Poder Executivo, fortalecido e agigantado pela Carta de 1969.

O texto elaborado pelo jornalista Adolfo Zigelli, então o mais representativo nome da imprensa catarinense, pela independência, capacidade, talento e senso de profissionalismo, aproveitava uma rara oportunidade, para, valendo-se da condição de ter que saudar os colegas vitoriosos, tomar posições, lançar idéias, fazer a crítica e ditar os caminhos alternativos da imprensa.

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O trabalho ficou perdido no Diário da Assembleia Legislativa, edição de 21 de junho de 1974. O seu conteúdo é desconhecido pela quase totalidade dos profissionais da imprensa.

Mas, em 1980, quando “familiares e amigos tributam sentimentos de saudade” pelo quinto aniversário de falecimento de Zigelli (ocorrido em 30 de agosto de 1975), a Coordenaria do Curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina decide prestar uma homenagem ao jornalista publicando o discurso de Zigelli com o título “Um Registro da Imprensa Catarinense na década de 70”. Na época foi anunciado que trabalhos inéditos de Zigelli e outros jornalistas seriam, no futuro, editados pela UFSC.

 

Baixe o livreto  “In Memorian” publicado em 1980 ou leia abaixo:

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2 respostas
  1. Walter Souza says:

    Estava com o ZI na tarde do dia 30.08.75 no aeroporto Hercílio Luz. Destinos diferentes, ele para Joaçaba e eu para o Rio de Janeiro para cobrir Figueirense x Americano em Campos. Minha primeira mulher, solicitou que eu não fosse por causa do tempo fechadíssimo e com muita chuva. Ela veio para o centro e eu comentei com o ZI a preocupação dela. O galego disse apenas: não de bola para a tua galega. Do Rio para Campos foi de ônibus e sempre ligado no rádio. Por volta das 19 horas escutei a informação em edição extraordinária da rádio Tupy. Faleceu em desastre aéreo o jornalista AZ. Chorei pela minha ligação com ele e por tudo que aprendi com o mestre. Saudade da tua orientação no meu tempo de RDM, 09.64 até o dia do acidente. Fostes o melhor.

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