Uma história para contar

Sou leitora do Caros Ouvintes desde que o blog entrou no ar, em 2005. Recebo pela newsletter as últimas notícias sobre diversos assuntos que envolvem a radiodifusão, escritos por radialistas, jornalistas, profissionais da comunicação e apaixonados pelo rádio. Eu sou uma apaixonada pelo rádio e quando decidi fazer mestrado, já havia definido que meu objeto de estudo seria o rádio.
Em 2007 ingressei no mestrado de História da Udesc e em 13 de março de 2009 defendi a dissertação “Alô, alô, Joinville! Está no ar a Rádio Difusora! A Radiodifusão em Joinville/SC (1941-1961)”. Meses depois concorri ao edital de apoio à Cultura, da Fundação Cultural de Joinville, e recebi uma verba por meio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) para a pesquisa ser editada em livro. Foi um presente e um reconhecimento a um trabalho de quase dois anos.

A obra tem o mesmo nome foi lançado em três de março de 2010, na unidade centro onde funciona o curso de Jornalismo da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc. O fato foi noticiado pela imprensa e senti-me lisonjeada ao ser entrevistada por Antunes Severo, quando estive em Florianópolis para doar alguns exemplares ao Instituto Caros Ouvintes. Eu sou uma leitora de Severo e sempre acompanhei a trajetória desse profissional e um dos idealizadores deste blog.

Depois da entrevista gravada, ele fez um convite irrecusável. Convidou-me para integrar a equipe de colunistas e profissionais, entre eles, referências como o professor Luiz Artur Ferraretto, que foi um dos avaliadores da minha banca; o colega professor e jornalista Ricardo Medeiros; e o presidente do Sindicato dos Radialistas da Região Norte/Nordeste, José Eli Francisco, que muito contribuiu para minha pesquisa cedendo documentos e fotos.

Registro fotográfico de recorte onde está Wolfgang Brosig, em 1955, acompanhando uma transmissão esportiva. Acervo: Léo César”

Então, a partir de agora, assumo o compromisso de quinzenalmente postar neste espaço um pouco da história inacabada sobre as três primeiras rádios de Joinville: Difusora (1941), Colon (1959) e Cultura (1959). É importante salientar que quando me refiro ao termo história inacabada significa não ser possível encerrar um tema porque outras pessoas podem incluir mais informações a partir de novas percepções. Afinal, a historiografia está sempre em movimento.E a história “Alô, alô, Joinville! Está no ar a Rádio Difusora! A Radiodifusão em Joinville/SC (1941-1961)” se desenrola a partir de uma problematização. Como um neto de um imigrante alemão, Otto Boehm, consegue obter a concessão de uma rádio em 1940 e a coloca no ar em 1º de fevereiro de 1941, durante o Estado Novo, quando estava em vigor a Campanha de Nacionalização? A resposta detalhada a respeito eu começo a contar no nosso próximo encontro. Por enquanto, eu apresento Wolfgang Brosig, o técnico em eletrônica que no final da década de 1930 vendia e consertava receptores e fez várias experimentações de transmissões de sons por meio de alto-falantes instalados no centro de Joinville. Essas iniciativas deram a ele o título de o “pai do rádio” de Joinville.

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