Uma palavra de despedida, apenas: desvario

A que ponto chega o desvario? Dinheiro não existe. Nada mais existe. Só o tempo a tudo engolindo. Mas pra quê estabelecer a comparação? Sofrer mais? O que vale estabelecer paralelos, incongruências, loucuras e desleixos? Culpas existem? Claro!

O sentimento venceu a luta com a razão.

Quanto mais o tempo passar, pior será.

Mas, intimamente, quem terá força para romper laços tão apertados?

A graça acabou.
As crianças desaprenderam de sorrir.
No berço permanecerá a marca da cadeirada louca… Na alma permanecerá o seu sorriso, quando acordou.
VINTE E TRÊS E TRINTA
Na sua vida, agora, vinte três e trinta. A garoa. No bolso, o registro de nascimento da criança. Na alma, a incerteza do que se faria agora e no dia seguinte.
– Vou embora, disse em prantos.
– Fica mais um pouco. Não sei o que pensar.
– Nós dois estamos vazios. Sem ódio, sem amizade, sem amor, sem destino, sem vontades… Por quê?
– Não sei.
– Está garoando e eu vou a pé.
– Porquê?
– Pensar. Estourar. Chorar. Sorrir. Sofrer… não sei.
– Você volta…?
– Não.

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