Uma palavra de despedida, apenas. Fique contigo tudo que tive

É a hora da morte. Sob o relógio desperto, as horas caindo… Caindo… Parece que tudo é etéreo, inexistente, calmo.?A gargalhar em todos os horizontes a luz da lua iluminando folhas mortas que rolam com qualquer vento, como o pensamento cheio de faces escondidas…É quando os anos se reencontram, apertam-se as mãos, como conhecidos chegados.?Vejo a sombra que vira meia-sombra e meu tempo é tão curto.Minha boca de muita sede quer beber alguma estrela que cai, mas não foi para isso que meus olhos de olhar para trás se abriram.?Não existe mais tempo para “beber estrelas…” O ontem morreu, coitado! E ninguém sabia. Levou alguma coisa minha. Não muito. Mas levou.Quero encerrar também assim, com a mesma simplicidade com que sempre vivi e sonhei.?Sonhos curtos, sem muita expressão nem pretensão. Amores quietos, sem grandes embalos, sem altos e baixos, coerentes com a minha razão de viver.Já é hora.?Fique com você tudo que tive de anseios mais puros, no meio caminho das minhas andanças.?Morreu comigo a outra metade, quando senti que nem havia chegado de todo.?Esquecimento das coisas e das gentes.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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