Uma palavra de despedida, apenas: loucura

Os dias iam engolindo as horas. O tempo, dividido. – A criança vai comigo. – Não. Determinismo tolo. Um homem não age assim. Alguma coisa precisa acontecer. Como? Se o segredo continuar segredo ainda não foi homem integral. O segredo deve desaparecer. Todos têm o direito de saber que ele existe, para evitar problemas no futuro. É homem integral, quem carrega escondido no coração um segredo dessa natureza? Contar…? Lutar ferindo, ferindo sempre, os dias continuaram a levá-lo a caminho da loucura total. – Cheguei à conclusão de que você não poderá levar a criança. Ela tem de ficar num local onde tenhamos as mesmas possibilidades de vê-la e guiar os seus passos. – Mas por quê? Tudo estava certo… Você já tinha concordado… Já era questão de amor próprio. Vingança, talvez. Seu íntimo se revoltava, quando se cientificava de que tudo havia ruído. Voltar atrás…? O lar primeiro? Mas ele ainda existe…? A encruzilhada da vida, com milhares de setas indicativas que nada indicavam. Qual deveria ser seguida? Aquela que marca o retorno pelo mesmo caminho? Mas esse é longo demais e fará lembrar e sofrer outra vez. As forças talvez faltem…

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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