Uma Palavra de Despedida, Apenas – Tempo

Só vem à mente do nosso personagem, um resto de poema, talvez de Laurindo Rabelo (ou de Antônio das Chagas – 1631/1682):

Deus pede estrita conta de meu tempo é forçoso do tempo já dar conta. Mas como dar sem tempo tanta conta, eu que gastei sem conta tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo dado me foi bem-tempo e não fiz conta. Não quis sobrando tempo fazer conta. Quero hoje fazer conta e falta tempo.

Vós que tendes tempo sem ter conta, não gasteis o vosso tempo em passatempo: Cuidai enquanto é tempo em fazer conta.

Mas, oh! Se os que contam com o seu tempo fizessem desse tempo alguma conta

Não chorariam como eu o não ter tempo.

Tempo… Conta… Conta… Tempo… Indefinidamente, até quando…?

Início de tudo…?

(FIM…?)

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Por Donato Ramos

Radialista desde quando estreou ao microfone da Rádio Clube de Paraguaçu Paulista, na década de 1950. Trabalhou nas principais emissoras de Rádio do Paraná e Santa Catarina atuando na locução, produção e direção artística. Tem dezenas de livros publicados sobre rádio e jornalismo. Atualmente se dedica a ações filantrópicas.
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