Uma palavra de Despedida, apenas: voltar

Meu fantasma não sabe para onde ir. As crianças morreram, porque cresceram. Seria hora de voltar? Daí, um dia, eu quis voltar. Sem saber pra quê, nem por que. A foto que restou não é mais colorida…? Está em preto e branco, sem mãos de acenar colorido, rostos carmins de beijar? Pra quê o branco e o preto, logo na hora em que quero voltar…? Quero? O pacto, realmente, nunca existiu. Havia, é verdade, uma ânsia mal formulada que, depois de tudo passado, conseguido e executado, passou a inexistir. Cada um jogado dentro da sua própria vida, abandonados, ao léu da imensidão das ânsias outras, incontidas ânsias de antigamente e que se foram, com todos os gestos mais velhos não sabemos pra onde. Caminho, agora, sem muita confiança de, uma hora qualquer, acabar chegando. Reluta minh’alma, meu fantasma reluta. As crianças morreram porque cresceram. Seria hora de voltar? As crianças cresceram… Eu estou do mesmo tamanho, maior por dentro, talvez. Os pensamentos embaralhados. É hora de partir, eu sei.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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