Vida em 2038

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Milton – Ethevaldo, hoje é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Você prometeu falar sobre a vida de um cidadão paulista daqui a 25 anos.
Ethevaldo – Vamos lá, Milton. Imagine que seu neto seja um cidadão paulista e esteja acordando no dia 22 de fevereiro de 2038. É provável que ele desperte muito bem disposto graças a um chip implantado em sua cabeça, que monitorou suas ondas cerebrais e lhe proporcionou sonhos agradáveis e um sono relaxante. Em seguida, esse cidadão paulistano vai ao banheiro e utiliza um aparelho com nanorrobôs que se incumbem de limpar seus dentes, aparar sua barba e cabelo. Logo depois, ele utilizará nanorrobôs em um box ou cabine de banho com micromassagem. Ao mesmo tempo, o sistema de comunicações de sua casa digital inteligente projeta belas imagens previamente escolhidas, como um pôr do sol no Himalaia ou o amanhecer numa floresta tropical.

Milton – Tudo isso é pura ficção ou tem alguma possibilidade de se tornar realidade?
Ethevaldo – Eu diria que a melhor ficção é aquela que tem fundamentos científicos, Milton, e pode tornar-se realidade. O que estou fazendo aqui é apenas resumir um capítulo do livro Flagrantes da Vida no Futuro, do professor João Antônio Zuffo, da Universidade de São Paulo, publicado pela Editora Saraiva, em 2007. A única invenção minha é sugerir que cidadão paulistano de 2038 será seu neto ou meu bisneto.

Milton – E como será o resto do dia do paulistano de 2038?
Ethevaldo – Logo após o banho hi-tec, nosso cidadão de 2038 tomará um café da manhã preparado automaticamente por sua cozinha inteligente. Em seguida, prepara-se para trabalhar em casa, no que será a realidade do teletrabalho para mais da metade de população paulista.

Milton – E como vai trabalhar esse futuro brasileiro?
Ethevaldo – Sua casa terá um ambiente especial para o teletrabalho, com uma internet de alguns gigabits por segundo, sobre fibra óptica. A maior parte do teletrabalho será cooperativo, ao qual amigos próximos de várias cidades brasileiras ou localizados do outro lado do mundo darão sua contribuição.

Milton – E como será o computador de 2038?
Ethevaldo – Não teremos mais computadores no sentido atual, Milton. Como cyberdesign – ou projetista cibernético – nosso neto contará com uma espécie de terminal multimídia, que será seu principal instrumento de trabalho a distância e sistemas de armazenamento de trilhões de terabytes na nuvem. O livro do prof. Zuffo, Flagrantes da Vida no Futuro, descreve com muito mais pormenores outras atividades de um dia típico na vida desse paulistano em 2038. Para quem gosta de futuro inteligente, é um show, Milton.

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