Visitante saudosa

História na TV. A jornalista Márcia Dutra, hoje em São Paulo, quando pode vem à Capital para rever a cidade e amigos

Giovana Kindlein

Márcia Dutra

Ela não perde a oportunidade de estar, de corpo e alma, em Florianópolis. A relação afetiva com a cidade é notória. Cada vez que uma viagem para a Ilha aparece, ela aproveita para matar a saudade. A ex-apresentadora de TV em Santa Catarina, a jornalista Márcia Dutra, 43 anos, sente-se feliz ao visitar a Capital onde viveu durante 15 anos de sua vida. “Eu nasci no Rio, mas amo Santa Catarina, amo Floripa”, diz. Desde 2009 mora e trabalha em São Paulo, na TV Brasil, onde atua como diretora do programa semanal de cultura “Paratodos”.

Márcia é daquelas jornalistas que fazem a diferença por sua sagacidade e capacidade de transformar uma situação do cotidiano em uma história atraente e cheia de emoção. “No programa, a gente tem o desafio de mostrar a manifestação artística e cultural brasileira, do país inteiro, aquilo que é de raiz, como o folclore e as tradições. Eu costumo dizer que a gente mostra o Brasil bonito”, explica.

O “Paratodos” número 100 foi gravado na semana passada e deve ir ao ar no próximo dia 26.  Cerca de 20 profissionais, entre apresentadores, repórteres e editores, estão sob sua responsabilidade. O acesso à programação da TV Brasil em Santa Catarina é feito só através de antena parabólica, sintonizando a TV Cultura/canal 2.

Márcia casada há 16 anos com o catarinense Jorge Lacerda, presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e vice-presidente da Cosat (Confederação Sul-americana de Tênis). Aliás, foi por conta de uma assembleia da Cosat que Márcia voltou a Florianópolis nesse fim de semana. Do casamento nasceu a única filha, hoje com 13 anos. “Beatriz é manezinha”, afirma com orgulho.

Vida amorosa com vida profissional

Márcia, Irene e Jorge Lacerda

Entrelaçadas, suas histórias de vida profissional e amorosa, começaram exatamente no mesmo dia, em 1º de junho de 1990. De manhã, Márcia Dutra foi contratada como repórter de TV pelo diretor de jornalismo da extinta RCE TV (Rede de Comunicações Eldorado) Vânio Bossle. Horas depois, à noite, começou a namorar Jorge. “Todos os anos, nesta data, a gente sai para comemorar”, diz.

No Estado, passou também pela RBS TV e Rede SC, que transmitia a programação do SBT e que hoje transmite a programação da RIC TV Record.

Quando o marido foi eleito presidente da CBT em dezembro de 2004, a jornalista não hesitou em recomeçar a vida profissional em terra estranha. “Quando saí daqui, eu tinha 15 anos de televisão, já era diretora e cheguei a São Paulo para ser repórter, não desmerecendo o cargo de repórter, não é isso, mas comecei a carreira tudo de novo, sem ninguém me conhecer”, conta.  “Muitas vezes, eu ficava na rua das 6h da manhã às 6h da tarde, de um lugar para outro, porque não dava para voltar para a redação por causa do trânsito, o motoqueiro atrás da gente pegando fita”, relembra.

Esta etapa foi importante para Márcia. “Para ter espaço, o profissional tem que ser cada vez melhor. O que vai fazer realmente a diferença é ter o domínio do processo, conhecer o processo de todos os jeitos. Na minha equipe, todo mundo faz tudo” salienta.  Atualmente, a jornalista faz mestrado em comunicação, na área de entretenimento, na Faculdade Cásper Libero.

Defesa da TV pública

À primeira vista, apenas a elegância de Márcia Dutra chama a atenção. Depois, descobre-se uma mulher gentil, inteligente e, acima de tudo, apaixonada pelo que faz. “Eu acredito muito na TV pública. A TV pública é uma realidade e tem muito a colaborar”, diz.

Sem receio ou hesitação, Márcia fala tranquilamente sobre as críticas que a revista “Veja” e a “Folha de São Paulo” fazem sobre a baixa audiência da TV Brasil. “O desafio da TV pública é ter tempo para mostrar e aprofundar assuntos que a TV comercial, por razões óbvias, não tem e eu acredito muito nisso. Ela tem pouca audiência porque está mal divulgada, mal distribuída. As pessoas não sabem que a gente existe. Aí, realmente fica difícil ver uma televisão que você não sabe que existe”.  (Colaborou Paulo Clóvis Schmitz).

Giovana Kindlein | Especial para o Notícias do Dia | @gikindlein | Fotos Joyce Giotti/ND

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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