Você sabe o que é um Café Cabeludo com gosto de chocolate europeu?

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Terminada nossa reunião de chefia na sede do Grupo Escoteiros do Mar e como nossos escoteiros seniores e lobinhos já tinham achado o caminho de casa, estendíamos uma grande lona sob o belo arvoredo e lá recebíamos as nossas visitas imprevistas e não convidadas, mas sempre muito queridas e muito bem vindas. Eram nossos cúmplices. O Dr. Roberto Lacerda, o Dr. Boabaid, o Oficial de Marinha comandante Malafaia e o governador Celso Ramos quando não estava ausente de Florianópolis.  Todos moradores das imediações.

Acendíamos uma fogueirinha, pegávamos um panelão para ferver água e dávamos início ao ritual de fazer o famoso e exclusivo Café Cabeludo. O porque desse nome, confesso que não sei.

A receita, sabida de cor e salteado era simples: água fervente e pó de café que “batizávamos” com água fria enquanto um de nós pegava um tição em brasa e com cuidado mexia aquela infusão. Quando nós víamos que o pó descera parávamos de mexer e tirávamos a panela do fogo.

Uma outra panela “alimentada” com umas quatro latas de leite condensado esperava para receber a mistura decantada do primeiro panelão.  Completada a operação, voltávamos a mexer o que era, então, o Café Cabeludo.

Depois era pegar as canecas, servir-se e saborear aquela gostosura.

Um dia, a título de brincadeira, o governador Celso Ramoso saiu-se com essa:  Por que esse Café Cabeludo é sempre para os mesmos?

Minha resposta, no mesmo tom, foi imediata: nós somos membros da Confraria do Café Cabeludo, onde tudo se fala e ninguém fica mudo!

O tempo implacável, aos poucos foi levando esse grupo de amigos para os anais da história, só restando este narrador para relembrar esses momentos   cinquenta e um anos depois…

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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