Walter Souza

Walter Souza fala a Ricardo Medeiros e conta como entrou e porque saiu da efêmera Rádio Jurerê.R – Nesse almoço aí você falou da rádio Jurerê, essa também eu acho importante porque eu quase não tenho informações sobre a rádio Jurerê.

W – Ricardo a rádio Jurerê em setembro de 59 funcionava na rua Trajano em cima do estabelecimento comercial A Modelar. E aí a minha avó já falecida avó tadinha um beijo pra ela, que escutava a rádio ela escutou uma seguinte chamada: “precisa-se de locutor, aceita-se para fazer teste e tal” e como eu … bom ela disse – meu neto dá um pulinho lá. Nesta época, setembro de 59, eu já trabalhava no banco INCO, então ela me disse: Tu falas o dia todo aqui, fala até demais, porque você não vai lá fazer um teste de locutor. Eu disse, olha nunca tinha pensando nisso; então a grande responsável pelos meus quase 40 anos de jornalismo, rádio, jornal e televisão é minha falecida avó. Fui lá fizemos o teste em 22 pessoas. Só 02 pessoas passaram e uma moça que eu não me lembro o nome, mas eu reconheço uma coisa não foi mérito nos! so não, é que muitas pessoas que foram lá não tinham as mínimas condições de pensar nisso, nós dois passamos e eu fui contratado naquela tarde.

R – Imediatamente.

W – É, só que ai vem um detalhe curioso eu só trabalhei lá 02 meses, nunca recebi um centavo aí eu disse já que não vão me pagar eu preciso sair, ai me pagaram com discos eu comecei minha vida na Rádio Jurerê assim antes de ir pra lá essa rádio funcionava em cima da farmácia Vitória em plena praça XV de novembro em setembro de 59, ela então já funcionava na rua Trajano.

R – Mas você sabe assim mais ou menos quando ela surgiu e em que de 50 você entrou?

W – Em 59 eu entrei, antes de eu ter entrado na Trajano ela já funcionava na praça XV ai eu não tenho condições de te dizer quando é que ela funcionou, era conhecida como a rádio do Batalha.

R – Rádio do Batalha?

W – Rádio do Bataglia, a rádio do Batalha. R – Por quê? W – Não sei também!

R – Essa rádio foi fundada por um deputado é isso, E! lias Adaime?

W – Eu acho que era esse Adaime e o Batalha, ! acho que esses dois eram os donos da rádio isso eu confesso que eu estou chutando.

R – Me parece que essa rádio teve vida breve, né?

W – Curta, acho que teve um ano apenas.

R – Porque depois quem pegou esse canal foi a Rádio Santa Catarina em meados de 60.

W – Então logo em seguida.

R – Exato.

W – Ela pegou a freqüência em ondas médias tento a frente o Aroldo Carvalho.

R – Exatamente.

W – Que depois veio ser o sogro do Amílcar Cruz Lima e que convidou o Amílcar para dirigir a emissora de rádio.

Trecho inicial da entrevista gravada em 07/08/2002. Texto sem revisão. A íntegra da entrevista pertence ao acervo do Ricardo Medeiros.

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Por Ricardo Medeiros

Doutor em Rádio pelo Departamento de História da Université du Maine (Le Mans, França). Radialista, jornalista, escritor e professor de rádio do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina e assessor de imprensa da Prefeitura de Florianópolis. É um dos fundadores do Instituto Caros Ouvintes.
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